Alegria por Um Dia e Por Todos os Outros

Nome do Responsável

Patrícia de Amorim Rêgo

Cargo

Coordenadora Geral do Centro de Atendimento à Vítima - CAV

Setor

Centro de Atendimento à Vítima - CAV

Público Alvo

Mulheres, transexuais, transgêneros, e seus familiares, vítimas de violência.

Órgãos Envolvidos

• Centro de Atendimento à Vítima; • Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial – Natera; • Diretoria de Planejamento e Gestão Estratégica; • Secretaria-Geral do MPAC; • Diretoria de Comunicação; • Diretoria de Administração.

Abrangência

Município de Rio Branco.

Objetivo, Indicadores e Metas

Objetivo Estratégico

Atuar na defesa e proteção integral da criança e do adolescente

Objetivo do Projeto

Transformar a realidade familiar, por meio de vivências, troca de experiência entre vítimas e arteterapia, visando o rompimento dos ciclos de violência e superação do trauma sofrido.

Indicadores

• Índice de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar • Percentual de pessoas vítimas de crimes com motivação homofóbica; • Percentual de pessoas vítimas de crimes sexuais.

Metas

• 2 edições anuais.

Duração

Data Inicial

01/12/2016

Previsão do Término

28/12/2018

Informações do Projeto

Tema

Criança e Adolescente: Prioridade Absoluta

Categoria

Criminal

Ementa

O projeto envolve uma série de ações sincronizadas de encontros e vivências entre vítimas, mediados por psicólogos, com acompanhamento de assistentes sociais e analistas jurídicos, sempre antecedidos por uma ação cultural e recreativa: • Passeio do conhecimento: visita a museus, bibliotecas e pontos turísticos locais; • Outras histórias de mulher: rodas de conversas com relatos, trocas de experiências e orientação psicossocial; • Oficinas de arte terapia: confecção de produtos a partir de material reciclado. • Mundo da imaginação: atividades de contação de história e baú de livros, com os filhos menores das mulheres vítimas.

Justificativa

Um dos grandes desafios da atualidade é criar um ambiente de respeito e tolerância entre as pessoas, que resulte na redução drástica dos crimes com motivação nas desigualdades de gênero, etnia, raça, gerações e qualquer livre escolha religiosa. Encorajado pela realidade social que se apresentou no Acre, sobretudo a partir do ano de 2015, o Ministério Público do Estado do Acre instituiu, em junho de 2016, o Centro de Atendimento à Vítima (CAV), pela Lei Estadual nº 2.993/2015 e disciplinado pelo Ato/PGJ nº 3/2016, de 3 de junho de 2016, visando promover mudanças sociais voltadas para uma cultura de paz, justiça e cidadania de mulheres revitimadas em violência doméstica, pessoas vítimas de crimes sexuais e aquelas vítimas de violência com motivação homofóbica. Os indicadores de criminalidade em Rio Branco demonstravam uma curva ascendente. Excetuando os homicídios dolosos tentado e consumado praticado por organizações criminosas, os demais crimes graves estavam relacionados à intolerância sexual e de gênero, o que colocava o estado do Acre e, particularmente o município de Rio Branco, no topo do ranking nacional: a maior taxa de estupros do Brasil, pelo 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com uma taxa por 100 mil habitantes de 65,2, sem considerar as subnotificações, enquanto que a taxa nacional era de 22,2; nos crimes de feminicídio o Acre ocupava a 5ª colocação entre os estados brasileiros, pelo Mapa da Violência de 2015 e, dentre as capitais, Rio Branco ocupava o 9º lugar; quanto aos homicídios dolosos com características homofóbicas, nos primeiros 3 meses do ano, forma registradas 4 ocorrências. Inicialmente, a equipe multidisciplinar do CAV realizou os atendimentos emergenciais à essas vítimas, tratando especificamente dos procedimentos judiciais, da saúde física, contudo, verificou-se que a recuperação dos danos psicológicos é de longo prazo. Como relatou uma vítima atendida: “não há recuperação se nos sentimos só”; “Não existe mulher que apanha, existe mulher humilhada demais para denunciar, machucada demais para reagir e pobre demais para ir embora”. Essas pessoas, na maioria mulheres chefes de família, com filhos menores, além de se sentirem excluídas e desprotegidas, possuem autoestima baixa, sentem-se culpadas pelo fracasso do relacionamento e os conflitos familiares acabam por repercutir negativamente no processo de formação cidadã e educação formal dos filhos. Conforme relato de uma vítima, seu filho homem passou a agredir as meninas da escola, após vê-la ser surrada, praticamente, todos os dias. Compreendendo que o atendimento é de longo prazo e que requer criatividade, para que as mulheres e transexuais/transgêneros passem a confiar na equipe, por um lado e, por outro, sintam-se seguras para a recuperação do dano psicológico, a equipe multidisciplinar do CAV implementou o referido projeto, contemplado às primeiras 31 vítimas atendidas no seu primeiro mês de funcionamento. Recorreu-se à perspectiva lúdica e de busca de conhecimento do seu entorno/realidade e reconhecimento das fragilidades e potencialidades dessas mulheres, inclusive com recorte espiritual, para tratar de assuntos de natureza humana. A ação não acontece isolada, somente com a vítima, mas com todos os familiares, principalmente os filhos, visando reestabelecer os laços e romper, definitivamente o ciclo de violência.

Descrição do Trabalho

Descrição

A atividade ocorre durante o período da tarde, a cada seis meses no ano. A equipe do CAV faz contato prévio com as vítimas que pretendem participar do evento e prepara a logística (contrata lanche, viabiliza artistas e contadores de histórias voluntários, prepara o baú de livros infantis com doações de membros e servidores do MPAC, agenda o transporte, viabiliza brindes para as crianças e realiza o agendamento aos locais visitados); prepara a equipe guia que conduz os participantes aos museus, bibliotecas e/ou espaços artísticos, culturais e turísticos. No dia do evento, prepara a ambientação o local onde a vivência será realizada, geralmente em um parque ambiental (espaço para as crianças e jovens e para a roda de conversa); os participantes são apanhados em casa e no percurso são realizadas músicas e contações de histórias, o que se transforma em um passeio pela cidade; no local do evento, os participantes são recebidos pela Coordenadora do projeto e, em seguida, começam as atividades com as crianças (brincadeiras) e com as vítimas (meditação, musicoterapia, depoimentos, conversa e troca de experiência, mediada por uma psicóloga ou facilitadora, e oficinas de arte conduzidas por profissionais artesãos).

Fatores Internos

Pontos Fortes

• Simplicidade e baixo custo do projeto; • Envolvimento de membros e servidores, na doação dos brindes e livros para o baú de leituras; • Adesão e envolvimento das vítimas e seus familiares; • Parceria efetiva dos responsáveis pelos locais de visitação e realização do evento em si; • Motivação dos artistas e contadores de histórias que participam como voluntários do projeto; • Resultados imediatos na transformação das relações familiares; • Satisfação das mulheres em participar com seus filhos de um evento voltado exclusivamente para a mãe, mulher e provedora da família.

Pontos Fracos

• Desmotivação de algumas mulheres, especialmente as de classe social mais alta; • Indisponibilidade dos meios materiais para realizar o evento.

Fatores Externos

Oportunidades

• Disseminação de conhecimento sobre a cultura local e oportunidade de educação informal, por parte dos parceiros voluntários do projeto; • Adesão dos voluntários de outros órgãos.

Ameaças

• Não adesão dos parceiros.

Estimaticas de Recursos

Recursos Próprios
R$ 2500.00
Convêncios e/ou Operações de Crédito
R$ 0.00
Outras Fontes
R$ 0.00

Formas de Comunicação do Projeto

Formas

• Matérias e artigos no site do MPAC; • Publicação de matérias e artigos em jornais locais; • Banco de Projetos e Prêmio MPAC; • Banco de Projetos CNMP.

Resultados Alcançados

Resultados

• Realização de 1ª edição em dezembro de 2016, com a participação e adesão de 16 mulheres e seus filhos, e da 2ª edição em agosto de 2017, com a participação de 14 mulheres e seus filhos. A 3ª edição está programada para dezembro de 2017; • Interação entre as mulheres e busca de ajuda, por meio dos ciclos de conversa; • Reestabelecimento da autoestima, autonomia e segurança das mulheres para romperem os ciclos de violência e recomeçaram suas vidas.

Status

Em execução

Premiação

Projeto Inscrito no Prêmio MPAC

Sim

Projeto foi premiado?

Nenhum

Detalhe Premiação

Cronograma (Anexos)

Nenhum anexo encontrado